Associação de Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul
 
 
 

 

.: Criadores apostam em 2019 como o ano da raça Jersey no Rio Grande do Sul
 

Projeção é sustentada na qualidade e composição do leite que atende uma forte demanda de mercado da indústria láctea

A crescente necessidade do mercado lácteo por matéria prima com maior quantidade de sólidos deve impulsionar ainda mais o desenvolvimento da raça Jersey no estado. A perspectiva é da Associação de Criadores de Gado Jersey do RS.

A qualidade e composição do leite cru são fatores primordiais que afetam diretamente o rendimento, a inocuidade e as características sensoriais dos derivados lácteos, tendo em vista que nenhum processo tecnológico é capaz de melhorar a qualidade da matéria-prima.

Nesse quesito, a raça Jersey possui vantagens, pois produz o leite com maior quantidade de sólidos como proteína, vitaminas, minerais e gordura. Comparado com o leite de outras raças, o leite Jersey pode conter até 18% mais proteína e 29% a mais de gordura. Outra vantagem comparada com outras raças, é que o leite produzido pelas vacas Jersey apresenta, em média, 20% a mais de cálcio.

Diante dessas características no leite, a criação de Jersey tem ganhado espaço ao longo dos anos no Brasil e, principalmente, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, por sua facilidade de adaptação a diferentes tipos de climas. Além disso, por ser um animal dócil e de médio porte, traz outros benefícios aos criadores. Com sua eficiência produtiva, consome um menor volume de alimentos para uma maior produção de leite.

No município de Santo Cristo, noroeste do RS, essas vantagens levaram o médico veterinário Ivan Rodrigues a optar pela criação de Jersey. Há seis anos criando a raça, Ivan mantém um plantel reduzido, com 25 vacas, focando em qualidade.

“Focamos em qualidade e exposições. Temos uma campeã do torneio leiteiro 2018 na Expointer, que produziu 56 kg de leite em 48 horas em 4 ordenhas”, destaca Ivan, que em 2019 projeta participar de exposições em Três de Maio, Ijuí e Expointer. “Além da qualidade do leite, optei por criar Jersey pelo gosto que tenho por essa raça, pela docilidade dos animais e praticidade de lidar com eles”, enfatiza o criador.

Introduzida no Brasil através do Rio Grande do Sul, a raça Jersey acabou se espalhando rapidamente para outros estados. No entanto, o atual presidente da Associação dos Criadores de Gado Jersey do RS, Darcy Bitencourt, afirma que é preciso resgatar a relevância e o pioneirismo dos gaúchos na criação da raça Jersey, e para isso a entidade conta com essa necessidade de mercado.

“É preciso produzir leite de qualidade que atenda às necessidades do mercado atual, que busca produtos lácteos de qualidade. E o leite Jersey possui esse diferencial em termos de qualidade. Nesse aspecto a Jersey leva vantagem sobre as outras raças, tem mais gordura, mais sólidos no
leite, sendo apropriado para desenvolver produtos diferenciados, com maior valor agregado”, destaca o presidente.

   
 
 



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